Duelos de banco

Jorge Jesus venceu Vítor Pereira no jogo táctico e conseguiu empatar no Estádio do Dragão. O Benfica esteve a perder por duas vezes, igualando partida, com golos de Cardozo e Gaitán. Pelo FC Porto marcaram Kléber e Otamendi.

Com o estádio praticamente lotado, o FC Porto entrou melhor em jogo. No primeiro minuto, um remate de Hulk de fora da área trouxe o perigo à defesa encarnada. O brasileiro volta a estar em destaque aos 10 minutos, deixou para trás Javi García e Witsel e voltou a assustar o guarda-redes Artur, numa jogada individual e “incrível”.

O Benfica mostrava-se então lento a reagir mas sempre sem perigo para a defesa do Porto. Perto da meia hora o FC Porto quase marcava por intermédio de Fucile, o que conseguiu aos 37 minutos por Kléber, dando assim justiça ao resultado.

A segunda parte iniciou com o empate. Cardozo aproveita a desatenção da defesa do FC Porto e empata a partida, ficando o jogo mais animado. Ainda o Benfica saboreava o empate e já Otamendi marcava o 2-1. Na sequência de um canto curto, Varela centrou para o central argentino, que só teve de encostar.

A partir do 2-1 o jogo tornou-se confuso. O FC Porto tentava controlar a posse da bola, mas a verdade é que não o conseguia fazer com facilidade de outros tempos, Hulk já não corria, o meio campo não segurava a bola e Vítor Pereira não mexia na equipa.

Jorge Jesus, na tentativa de refrescar o ataque e de pôr uma peça mais próxima de Cardozo, colocou em campo Bruno César e Saviola, para o lugar de Nolito e Aimar. No outro banco, Vítor Pereira trocou Guarín e Kléber por Belluschi e Cristián Rodriguez. Saiu vencedor da batalha táctica, o treinador do Benfica. Saviola entrou muito bem e Guarín saiu extremamente mal, Jesus melhor nas suas apostas.

Com estas substituições, o Benfica fica mais forte, dos jogadores do banco sai o passe para o golo do empate e o FC porto sem soluções práticas e tácticas para responder. O resultado acaba por ser justo, pois a equipa não é só formada de jogadores, a estrutura técnica é muito importante, ainda para mais num jogo deste calibre.

(Texto: Joana Gomes)

Futebol Portugal

Há muito faço parte do site Futebol Portugal. Actualmente, depois de profundas mudanças, o projecto está diferente e quer vingar na blogosfera.

Tendo como base o lado positivo do jogo, abordando categorias diversas (análise táctica, scouting, história, estádios, estatística, arbitragem, direito desportivo, finanças, notícias, etc.), contando com uma equipa que reúne os melhores bloggers de futebol e elementos com profunda ligação profissional a este desporto, o Futebol Portugal procura mudar o paradigma do relato do fenómeno desportivo em Portugal, apresentando duas características pouco vistas até hoje: qualidade e independência de pressões corporativas.

O web-site estará ainda a passar por algumas modificações gráficas, mas temos já um conteúdo assinalável para que o leitor possa dedicar a sua atenção.

É sobretudo lá que me encontrarão. Vale?

Geração Coragem

O português gosta de recordar. Abre a caixinha das medalhas, limpa-lhe o pó com altivez, derrete-se por dentro e deixe que a mente o leve para outros tempos. O orgulho por tudo aquilo é descomunal, a emoção enche-lhe o espírito e a saudade deixa-o tristonho e meio perdido. A saudade é um sentimento estranho: carrega pensamentos diferentes, vontades opostas, tanto pode fazer chorar por nunca mais repetir o que se recorda como inspirar a deixar tudo e lutar por voltar a ter as mesmas sensações.

Só que, lá está, o português tem orgulho no que já tem junto de si. Ganhou, foi o maior e esqueceu-se que os campeões continuam a existir com os anos – mais trabalho para quê? Chegou onde queria e, pronto, missão cumprida. Depois vive da recordação, da saudade e dos pensamentos. Recordar é viver, diz-se por aí. Será mesmo? O orgulho fica para sempre, os feitos também, mas a vontade de ir ainda mais longe, de quebrar todos os limites, pára à primeira conquista. São os serviços mínimos.

Portugal construiu um caminho na formação de jogadores, abriu mundos, catapultou talentos, soube trabalhá-los e ganhou com isso. Em 1989 e 1991, em Riade e em Lisboa, conquistou dois títulos de juniores. Saltou, sorriu e deu graças. Estava no trilho certo, de sucesso. E depois, porque já tinha algo para recordar mais tarde, sossegou. Achou que estava tudo feito, contentou-se com os dois títulos e entrou noutra rota. A formação ficou para trás e caiu das preocupações. Por que não tentar rechear a caixinha?

Actualmente, em 2011, vinte anos depois do último título, Portugal é um dos países que mais jogadores importa, tem um campeonato multinacional, menos de metade são portugueses e a selecção ressente-se. Mas é nestas coisas que o futebol gosta de ser diferente, de pregar partidas e dispensar a lógica. E Portugal, sem ninguém ousar sequer falar nisso, sem estrelas de cartaz mas com jogadores competentes e briosos, chegou à final do Mundial sub-20. Com consistência, com entrega, com solidariedade, com talento e com felicidade. Ílidio Vale montou uma verdadeira equipa, onde Mika, Nuno Reis, Danilo e Nélson Oliveira sobressaíram. Geração Coragem, disse o treinador. E ninguém, por certo, se atreve a discordar.

Portugal chegou à final, outra vez com o Brasil, como há vinte anos, voltou a ter de ir a prolongamento, evitou a agonia das grandes penalidades, mas terminou vergado e vencido pelos brasileiros. Não ganhou o terceiro título: e, então, fica alguma coisa para aproveitar?

Fica, pelo menos, a coragem, a garra e esperança demonstradas para deixar de estar… à rasca. Fica a certeza de que, embora tapado ou encoberto, há potencial para explorar. E que a saudade, essa coisa estranha, realmente pode ser inspiradora rumo ao futuro: dentes cerrados, peito feito e vontade de lutar. Sem ter de ser preciso passar a vida a olhar para a caixinha das recordações…

Supertaça Europeia: Crónica

BARCELONA – FC PORTO, 2-0 (CRÓNICA)

Quem mede um metro e oitenta, quer medir um metro e oitenta e um. Quem sabe contar até cem, quer saber contar até cento e um. Olha para os outros, vê e quer ser ou fazer igual. Porque assim dá-se melhor consigo, está mais próximo do que idealiza e sente que tem como chegar mais além. Esforça-se e arrisca. É como um jogador de futebol: se faz uma finta, quer fazer duas, três, olé, quantas mais melhor, sair pela pronta grande. Deslumbra-se, tudo é belo, nada o pode parar. Será mesmo?

Freddy Guarín é um jogador importante no FC Porto, cresceu como poucos, transfigurou-se de uma época para a outra. É capaz, é forte e sabe o que faz. Mas é mortal. Tem, como muitos, a tentação do pecado de querer fazer sempre mais, sempre melhor e sempre mais bonito. Dar-lhe ali um toque, uma coisa mínima, só mesmo para ficar nos trinques. Contra o Barcelona, olhou para o adversário, gostou e quis experimentar. Quis sair a jogar, fintou, mais do que uma vez, esforçou-se, não lhe correu bem e ofereceu a bola a Messi. O argentino estava ali como quem não quer a cosia, sorriu, muchas gracias, contornou Helton e marcou. Simples.

O golo de Messi na baliza de Helton teve o mesmo efeito que um gume frio e letal de uma espada que entra num corpo de um guerreiro. O FC Porto fora bravo, destemido, recusara-se a prestar vassalagem: olhos nos olhos, venha de lá esse Barcelona, armas prontas e luta. Deixou boas indicações, assustou Victor Valdés e mostrou que queria ser feliz. Tentar sê-lo, pelo menos. Teve boa atitude, organização e soube os terrenos que pisou. Até que chegou, aos trinta e nove minutos, o momento fatal. Porque, como disse Mark Twain, algumas pessoas nunca cometem os mesmos erros duas vezes: descobrem sempre novos erros para cometer.

O Barcelona pôs a mão no jogo, no resultado e no relógio. Passes à velocidade da luz, tentativa de ataque, ímpetos azuis refreados e presença senhorial. Jogo fluído e simples – mas nunca mágico e envolvente como hábito. Em desvantagem, o FC Porto teve que correr atrás, que afrontar o Barça, que insistir e que tentar impedir que, com os minutos, o carrossel espanhol tudo devorasse. Intrometeu-se, fez o que pôde e não se rendeu. Nem podia. Só que Cristian Rodríguez não teve a explosão que se pretendia, Hulk foi bem tapado, o meio-campo blaugrana assentou no portista e Kléber nunca teve jogo. Então, como fazer?

O dragão soube das dificuldades, não as negou, mas tentou viver com elas, ultrapassar as fragilidades e colocar-se ao lado do todo-poderoso. O adepto suspira, bate com o pé, rói as unhas, se não fosse aquela asneira do Guarín…, mas, não, nada há a fazer e nestas coisas, principalmente com este Barcelona, parece que há sempre qualquer coisa, vinda sabe-se lá de onde, que simplifica e deixa a equipa espanhola no caminho do sucesso. O FC Porto teve sempre cabeça erguida. E pode queixar-se de uma grande penalidade que o árbitro, Bjorn Kuipers, deixou passar em claro, por falta de Abidal sobre Guarín, embora, antes, tenha travado um ataque prometedor a David Villa.

As pernas portistas sentiram o esforço, a mente pediu descanso, os olhos reviraram-se com o jogo do Barcelona. Vítor Pereira tentou agitar, lançar novos trunfos, baralhou e… baralhou-se. As substituições de Kléber e Souza, por Belluschi e Fernando, nada acrescentaram e foram pouco percebíveis. O FC Porto sentiu o cansaço, deixou que as emoções lhe tomassem o pensamento e perdeu capacidade. Terminou com nove, por expulsões de Rolando e Guarín, viu Fabregas marcar o segundo golo do Barça e finalmente, depois dessa desfeita, assinou o acordo de paz. Knock-out, vitória do Barcelona. Mais uma. Sem surpresa.

Um dragão no reino do super-Barça

O topo do mundo futebolístico tem um nome: Barcelona. Tudo o resto, seja por que razão for, está num patamar inferior. Uns perdem pela qualidade individual, outros perdem por não ter um colectivo com tamanha força e ainda aqueles que, tendo potencial e jogando bem, não conseguem aliar a arte aos resultados. O Barcelona é tudo isso: portentos, carrossel, dinâmica, intensidade, magia e uma eficácia impressionante. Um futebol de requinte.

Quem começar um jogo com o Barcelona, sabe, à partida, que será subjugado na posse de bola, andará largos períodos a seguir a bola com o olhar e terá de conseguir nervos de aço para não se irritar com aquele futebol envolvente. Passa, repassa, um toque, uma habilidade, mais uma vez, processo no início, tempo a passar, músculos a pedir descanso, mente a ficar saturada. Ao jogar com o Barcelona, é preciso saber lidar com tudo isso. Não é uma equipa imbatível, tem jogos pouco inspirados e também perde. Só que acontece poucas vezes. E, mesmo nessas, há que contar com o tal tiki-taka.

O FC Porto enche o peito, puxa pelos galões de vencedor da Liga dos Campeões e vai à luta. É uma boa equipa, mesmo depois de ter perdido o goleador, está orfã de Radamel Falcao, mas tem os seus argumentos, possui boas armas e pode, pelo menos, ousar ser feliz. Alguém há-de acreditar, há-de ter esperança. Pensamento derrotista é que não. O Barcelona é de outro mundo, tem uma galáxia à parte, trucida colossos como Real Madrid ou Arsenal e consegue dominar os ímpetos do Manchester United. Mas, lá está, não é imbatível. E é precisamente a isso que o dragão se agarra.

Pep Guardiola não terá a dupla de centrais, nem Puyol nem Piqué, para o jogo de hoje. Isso pode ser um bom indício? Bem… Realistas? Não. É verdade que a defesa com Mascherano e com Abidal no centro não é a mesma coisa, mas mesmo assim a qualidade mantém-se e a dinâmica colectiva nunca se altera. O FC Porto tem, antes de mais, de saber estar. Entrar em campo, fazer o seu jogo, desfrutar de uma oportunidade única de defrontar uma equipa sem paralelo na actualidade e procurar a sua sorte. Porque, se quiser não o conseguir, ninguém lhe apontará o dedo, afinal já outros, com muito mais responsabilidades, tombaram perante o Barça.O pior será não tentar fazê-lo.

O FC Porto tem Hulk, tem Kléber, tem Varela, tem Moutinho e tem Guarín. E é com esses que tem de querer sonhar.

Panenka. Antonín Panenka.

Bola debaixo do braço, olhar descontraído, confiança total. Os outros que estão na bancada roem as unhas, desesperam, puxam pelos cabelos, pelos cigarros, vai tudo à frente. O coração bate, as veias pulsam, o sangue aquece, aquele ritmo está louco, o suor já escorre. Acaba lá com isso, que ansiedade. Está tudo à beira do colapso. Aguenta, coração. Não falhes, vá lá, marca.

Mas não há pressa. Devagar dá para sentir o momento e para entrar no espírito. A sensação é louca, pura diversão. Passo lento, calma, ar de quem já fez aquilo vezes de mais. Olha para o guarda-redes, lança-lhe um sorriso de desprezo, imagina-se como um agente secreto a enfrentar o maior perigo que por aí anda. Ele é Panenka. Antonín Panenka.

Um país inteiro está a pressionar as costas daquele homem. É uma final, não há volta a dar. Antonín pousa a bola, recua e espera que o mandem avançar. Aquele instante dá um calafrio na barriga, junta o pânico com a adrenalina, é uma mistura explosiva carregada de perigo iminente. Inquietude sem fim. Sepp Maier enche a baliza e tem-no marcado.

Soa o apito. É agora. Os checos arregalam os olhos, suspiram e anseiam por um golo. Basta-lhes um remate forte, colocado, longe do guarda-redes e já está. Depois é só festa, só glória, só champanhe. Não é preciso inventar. Mas é nestes momentos que aparecem os loucos. A loucura apetece quando o risco é maior.

Panenka corre, sente um raio de luz sobre si, lembra-se de todos aqueles que escreveram que a loucura é indispensável e faz o que ninguém tinha feito. Pega a bola por baixo, levando-a a subir e cair no meio da baliza. Herr Sepp tomba, olha para o lado, está perto mas é impotente. Não consegue fazer nada. Os checos correm. Ganharam e isso é o que interessa. Mas para Antonín Panenka, jogador mediano, tudo mudou: inventou uma nova forma de marcar penalties, foi mais louco do que todos os outros, desafiou as regras e eternizou-se.

A Checoslováquia ganhou o Europeu de 1976. Antonín Panenka ganhou a História. Quem ganhou mais? Muitos devem dizer que foi o futebol. Porque loucos destes não aparecem todos os dias.

Exclusivo Paulo Futre – Parte dois

Paulinho, Paulo Futre e El Portugués: vontade, talento e glória.

Estas botas, estas maravilhosas botas, são as botas com que fui campeão europeu e é a olhar para elas que quero dizer que acabou a minha carreira desportiva. A notícia da despedida de Paulo Futre chegou com surpresa. E abalou o futebol internacional. Foi em 1996. Só que o futebol vive de momentos, paixões e impulsos. Porque o seu Atleti chamou. Fê-lo despir o fato e voltar aos calções. Haverá maior prova de amor? Futre tinha chegado em 1988, como campeão europeu, maior desejo de Gil y Gil, bandeira eleitoral, ganhou espaço, tocou o céu e por lá ficou. Em Madrid, logo se tornou rei. Ou mais do que isso.

Paulo Jorge dos Santos Futre teve uma vida louca. E apressada. Nunca esperou pelo dia seguinte, agiu sempre quando pôde. Do Montijo até chegar ao topo, com o FC Porto, foi um piscar de olhos. Ser um fenómeno em Madrid, como é fácil de perceber, não demorou muito mais. Cerrou os dentes e entregou-se à luta. Quem é, afinal, Paulo Futre? Homem impulsivo, com espírito revolucionário, jogador genial e dirigente audaz? A pergunta é feita ao próprio. Solta uma gargalhada. “Fico muito satisfeito se alguém pensar isso de mim!”, diz. E sente-se feliz. Agora, abriu-se ao Mundo.

“O POVO TEM GRANDE CONSIDERAÇÃO POR MIM

P: Disseste que quando os toureiros se retiram cortam a trança. Qual foi a maior faena?

PF: É verdade! E até cortei o cabelo quando me retirei definitivamente, para “cortar com o passado” e começar uma nova fase, sabes? Quanto à maior faena… há dois jogos que marcam a minha vida: a final contra o Bayern e a final da Copa do Rei com o Real. Partimos aquilo tudo. Inolvidável! [sorriso]

P: Saíste de Viena, em 1987, pela porta grande e em ombros. Foi aí que ganhaste estatuto internacional?

PF: Sem dúvida. A Europa passou a saber que eu existia e podia ser um caso sério no futebol.

P: Estas botas, estas maravilhosas botas, são as botas com que fui campeão europeu e é a olhar para elas que quero dizer que acabou a minha carreira desportiva. Mas, afinal, ainda continuou. Fizeste bem em regressar? Ou ficou arrependimento?

PF: Sabes que me arrependo pouco daquilo que fiz… Ou quase nada, até. Na altura voltei porque tinha de voltar, não havia nada a fazer. Naquela situação era impossível não voltar a jogar: com tanto apoio, tanto carinho e tanta pressão positiva dos adeptos, eu tinha mesmo de voltar. Além disso senti que o clube precisava de mim. E o Jesus [Gil y Gil] também. E apesar das dores e do sacrifício que fiz, foi uma sensação fantástica. Parece que renasci.

P: Saí por dinheiro e acho que tenho uma dívida. Não ter voltado ao Sporting, em 1993, marcou-te? Muitos sportinguistas não esquecem a ida para o Benfica…

PF: É, mas a grande maioria já sabe o que se passou. O presidente do Sporting na altura tinha tudo apalavrado comigo e à última hora fugiu. Depois apareceu o Jorge de Brito com um timing perfeito e convenceu-me a ir para o Benfica. Acho que os sportinguistas sabem o que se passou e não guardam tanto rancor assim.

P: Foste o melhor jogador português da tua geração?

PF: [risos] Isso é uma boa pergunta para os adeptos. Fui sem dúvida o primeiro a ter projecção internacional ao jogar no estrangeiro, mas havia grandes jogadores na nossa selecção, por isso…

P: Portugal ainda não reconheceu todo o teu talento?

PF: Às vezes perguntam-me se não tenho mágoa por isso. Mas sinceramente, os últimos meses têm provado o contrário. O reconhecimento das pessoas, os pedidos de autógrafos, os convites para convívios e mesmo para conferências sobre futebol, liderança e gestão de crise em empresas são o maior reconhecimento que podia ter. O povo tem uma grande consideração por mim, apesar de estar há vinte e quatro anos a viver em Espanha, o que é um orgulho enorme.