Arsenal-FC Porto, 4-0: humilhação segundo Van Persie

Até à meia-hora, o jogo até estava a correr mais ou menos bem. O Arsenal arrancou a todo o gás e esteve sempre perto da baliza de Helton, mas foram do FC Porto as melhores oportunidades: Rodíguez, depois de uma grande jogada de contra-ataque, cabeceou à barra; Lisandro obrigou Almunia a uma defesa apertada e a seguir viu Clichy tirar a bola sobre a linha de golo. Depois apareceu Van Persie, sozinho, no meio da defesa portista e marcou o primeiro do Arsenal. Pois bem, o FC Porto acabou aqui. Intimidados, os dragões nunca conseguiram pôr o plano em prática.
Apareceu o segundo golo. Por Adebayor, numa jogada em que Rolando ficou a ver navios. Ao intervalo, Jesualdo lançou Lucho. O argentino entrou sem ritmo e nunca foi o “comandante”. Veio o terceiro golo, numa falha incrível de Bruno Alves que parecia um armário pela forma como se deixou ultrapassar por Walcott – grande, grande jogador. Van Persie, sem dificuldade, bisou. Que pesadelo! O FC Porto acabou. Literalmente. Deu para os jogadores do Arsenal fazerem habilidades, para os adeptos se divertirem. Até que veio o quarto golo, num penalty parvo de Guarín. Ficou pelos 4-0, mas podiam ter sido muitos mais.

Destaques para Lisandro (enorme) Tomás Costa e Helton que, apesar de tudo, foram os melhores. Ah, e claro para Guarín e Benítez. Pela negativa. Foram bar aberto.

Anúncios

Benfica – Sporting: vitória à Rey(es)


Com competência e eficácia. Foi com estas armas que o Benfica contou para derrotar o Sporting no clássico dos clássicos. Uma vitória que não merece qualquer discussão. O Benfica foi melhor em todos os aspectos. E Quique deu uma aula a Paulo Bento, que foi obrigado a meter a viola no saco.
O Sporting começou bem. Logo aos 40 segundos, depois de um passe longo, Yannick só com Quim pela frente teve oportunidade de marcar mas atirou por cima. A equipa sportinguista estava com vontade de resolver “a coisa” cedo. O Benfica estava preso, sem nunca se conseguir soltar para o ataque. Até aos 20 minutos, altura em que Maxi Pereira – grande jogo! – arrancou bem e ofereceu um golo feito a Nuno Gomes, que mandou para a bancada. Grande oportunidade. A resposta não se deixou esperar: Postiga rematou bem de fora da área e Quim respondeu com uma defesa fantástica. Esta foi a fase mais intensa do Sporting e ao Benfica valeu Sidnei. Por duas vezes, o central do Benfica foi fundamental, com dois cortes na hora H. Ma foi o Benfica que acabou a primeira parte em cima da área de Rui Patrício.

A AULA TÁCTICA DE QUIQUE

Ao intervalo, Quique Flores mexeu bem. Tirou Ruben Amorim, que praticamente passou ao lado do jogo e colocou Katsouranis a jogar ao lado de Yebda, descaindo assim Carlos Martins para o lado direito. Com esta troca, o Benfica passou a ter mais bola e mais poder no meio-campo. O Sporting entrou muito mal na segunda parte e andou sempre à procura do Norte. Com a entrada de Aimar, o Benfica foi definitivamente para cima. Até que veio o golo, aos 66 minutos. Reyes tabelou bem com “El Mago” e, de trivela, colocou a bola no fundo da baliza de Patrício. Um golaço. Uma festa enorme na Luz.

Paulo Bento respondeu no minuto seguinte, trocando Hélder Postiga por Derlei. Mas o Benfica tinha o comando das operações e a vinte minutos do fim desferiu o golpe final. Num canto de Carlos Martins, Sidnei fez o segundo, num tiraço de cabeça. Mais uma explosão na Luz. Agora sim, o resultado estava feito. E o Sporting despachado.

DESTAQUES:

DUARTE GOMES: Arbitragem quase perfeita. Dúvidas apenas num lance entre Yebda e Postiga, na área do Sporting, ainda na primeira parte.

QUIQUE FLORES: Sem ter sido um jogo brilhante, o Benfica controlou e venceu de forma clara. Esteve bem nas substituições, principalmente ao colocar Katsouranis que trouxe outro ritmo ao jogo. Ah, e deu uma autêntica aula a Paulo Bento. É preciso mais?

PAULO BENTO: Disse na véspera do jogo que nunca tinha perdido na Luz como treinador. Abusou da confiança e foi obrigado a engolir em seco. Até porque o Sporting, na segunda parte esteve desnorteado. Até fez lembrar o jogo de Barcelona.

MELHOR EM CAMPO: Reyes. Pelo golaço que marcou e pelo que jogou. Mas também poderiam ser Sidnei ou Yebda, por exemplo.

Vukcevic: que futuro?

É estranho o que se passa entre Vukcevic e Paulo Bento. É estranho que o treinador não conte com um dos jogadores mais importantes da época passada. E ainda mais estranho é o isolamento do montenegrino.

Os adeptos do Sporting continuam a reclamar pela titularidade de Vukcevic. No último jogo em Alvalade, frente ao Belenenses, recebeu um enorme aplauso quando entrou. Mas Paulo Bento não conta com ele. E até os próprios colegas parecem estar distantes de Vuk. No final do mesmo jogo com o Belenenses, o Sporting impediu a sua presença no “flash-interview” da SportTV. Mesmo assim, na zona mista, o jogador assumiu que estava grato ao clube e aos seus adeptos mas que tinha decidido sair em Dezembro. Paulo Bento respondeu que a única certeza que tinha é que o Natal é dia 25. Estranho, não?

Vukcevic está à deriva. Assim como Stojkovic. É pena.

Liga Sagres: Sporting acelera e Benfica cola-se ao FC Porto

Quatro, já são quatro! O FC Porto, depois do clássico da Luz, voltou a ceder pontos. Em Vila do Conde, os portistas nunca estiveram em campo. Sempre muito apáticos, sem chama.
O Sporting é que esfregou as mãos de felicidade. Despachou um Belenenses muito, muito macio com golos de Postiga – irregular – e Romagnoli, de penalty. Lidera com quatro pontos de vantagem. Tanto sobre o FC Porto como sobre o Benfica, que se estreou a ganhar na Liga Sagres. Em Paços de Ferreira, num jogo louco que acabou num 4-3.
Destaque ainda para o Nacional (e para Manuel Machado, é claro) que vai em três jogos, três vitórias. Assim como o Sporting.

E para a semana há derby.

Taça UEFA: ainda há Luz…

Comme si comme ça. O Benfica não entrou bem na Taça UEFA. Em Nápoles, a equipa encarnada perdeu por 3-2. Mas, tendo em conta que ainda falta um jogo, nem foi mau de todo. O estreante Suazo é que esteve em grande.

O jogo começou bom e com oportunidades de parte a parte. Primeiro para o Benfica, num remate de Reyes a que Navarro respondeu bem; mais tarde um bom trabalho de Denis obrigou Quim a desviar a bola para canto. Depois apareceu David Suazo. O avançado hondurenho, após canto de Reyes, cabeceou de cima para baixo e colocou o Benfica em vantagem. Mas era sol de pouca dura. Na jogada seguinte, depois de um ressalto nas pernas de Luisão, Vitale empatou o jogo. Ainda o Benfica estava a digerir o golo sofrido, quando Denis aproveitou o grande trabalho de Hamsik e fez o segundo golo dos italianos, operando a reviravolta. Frenético!
O Benfica não mais se encontrou e, mesmo em cima do intervalo, Léo tirou a bola em cima da linha de baliza, depois de uma má saída de Quim – o que é que se passará com o homem?

Para a segunda parte, Quique Flores tirou Urretaviscaya e colocou Balboa em campo. A equipa melhorou substancialmente, mas sofreu mais um revés, quando Maggio marcou o terceiro golo do Nápoles, beneficiando de um desvio de Léo que traiu Quim. O resultado em nada agradava aos encarnados, que aos 60 minutos reduziram a desvantagem. Jose Antonio Reyes – esteve nos dois golos – colocou a bola na área e Luisão mandou uma bomba para dentro da baliza de Navarro. Entraram depois Katsouranis e Nuno Gomes para os lugares de Carlos Martins e Di María e o Benfica ganhou alguma estabilidade, principalmente defensiva. Até nem foi mau…

Na Luz, basta um golo. Mas a defesa não pode ter tanto tremelique.

RESULTADOS:

Nápoles 3-2 Benfica
Portsmouth 2-0 V.Guimarães
Valência 1-0 Marítimo
V.Setúbal 1-1 Heerenveen
Sp.Braga 4-0 Artmedia

FC Porto-Fenerbahçe, 3-1: custou mas foi!

Acabou a maldição do FC Porto. Seis anos depois, os tricampeões nacionais conseguiram vencer na primeira jornada da Liga dos Campeões. Frente aos turcos do Fenerbahçe, a coisa esteve difícil. E não foi pouco. O FC Porto tem muito a rever, principalmente nas laterais. É que Benítez e Sapunaru…

Melhor começo era impossível. No primeiro quarto de hora, dois golos. Primeiro Lisandro, depois Lucho. A equipa jogava e encantava. A festa nas bancadas era enorme. O jogo tinha um único sentido e havia já quem pensasse naquelas goleadas das antigas. Mas… há sempre um mas. Estranhamente, o segundo golo deixou a equipa muito relaxada e quase que a gerir o resultado. O que convenhamos, com 20 minutos de jogo é um pouco cedo para o fazer. O Fenerbahçe aproveitou as atrapalhações e as desconcentrações do FC Porto e conseguiu chegar-se à baliza de Helton. Já depois de Lisandro ter desperdiçado o 3-0 quando tinha apenas o guarda-redes Demirel pela frente, David Güiza reduziou a desvantagem. O jogo parecia relançado, quando podia estar completamente “morto”. Até ao intervalo, aquele FC Porto dos primeiros vinte minutos nunca mais existiu. Não se percebe o que se passou com a equipa. Estranhíssimo!

A segunda parte começou como acabou a primeira. Com tanto tremelique e aselhice do FC Porto, os turcos de Luis Aragonés poderiam mesmo ter chegado ao empate. Ficaram ainda duas grandes penalidades por marcar a favor do Fenerbahçe, é justo dizê-lo. Os adeptos assobiavam, aplaudiam, gritavam, desesperavam. Já em tempo de descontos, a loucura total. Sapunaru jogou bem para Lino – entrado no minuto anterior – que, de primeira colocou a bola dentro da baliza de Volkan Demirel. Um golo festejado como se de uma final se tratasse. De loucos.

Que jogo esquisito…