A naturalização de Liedson

A naturalização de jogadores é um tema que serve para inúmeras conversas e outras tantas opiniões. Em Portugal, neste momento, isso também acontece em torno de Liedson. O avançado brasileiro-que-agora-também-será-português do Sporting é um jogador de enorme qualidade. Aliás, muitas vezes tem sido ele o abono de família da equipa leonina. É um caso em que se junta a fome à vontade de comer: Liedson joga cá, nunca foi chamado à selecção brasileira e quer representar Portugal, ao passo que os responsáveis nacionais há muito procuram um digno sucessor de Pauleta.

Pessoalmente, não vejo qualquer problema no facto de Liedson jogar pela selecção portuguesa. No entanto, não sou a favor da naturalização de jogadores. Confusos? Eu explico: defendo que cada um deve representar apenas o seu país mas há muito que foi aberto um precendente com as naturalizações de Deco e Pepe, dois brasileiros na mesma situação do Levezinho, para jogar por Portugal. Não faria sentido não concordar com a chamada de Liedson: por que razão alguns puderam fazê-lo e outros não? Bem diferente seria se este se tratasse de um caso pioneiro, nunca antes visto no nosso país.

Com certeza que o leitor poderá ter uma visão completamente contrária desta que aqui deixo. Existem os adeptos que não concordaram com as chamadas de Deco e Pepe e certamente também não concordarão com a de Liedson, por um motivo de bom senso. Porém, quem foi a favor das naturalizações dos dois primeiros não pode ser contra agora. Não sei se existirá alguém a pensar dessa forma mas que lógica teria se assim fosse? Nenhuma, quanto a mim. A convocatória de Deco abriu a porta às naturalizações em Portugal. Caso a entrada de Liedson fosse barrada, seria uma tremenda injustiça.

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Sir Bobby Robson

A luta foi intensa, disputada até ao fim, sem um momento de tréguas. É sempre assim quando alguma doença maldita se mete no caminho. Não deu mais. Depois de uma batalha heróica para continuar a viver, hoje, faleceu Bobby Robson. Um verdadeiro senhor, ou não fosse um sir britânico, que marcou o futebol mundial. Esteve em Portugal, também: depois de não ter sido aproveitado no Sporting, rumou ao FC Porto e conquistou dois títulos da série do penta dos dragões. A ele José Mourinho deve muito do que é actualmente.

O primeiro grande momento mundial de Bobby Robson aconteceu em 1958 quando esteve presente no Campeonato do Mundo, como jogador, numa selecção que tinha o lugar de estrela reservado para o outro Bobby, Charlton. Porém, enquanto jogador nunca alcançou aquilo que viria a alcançar como treinador. Foi em 1968, com trinta e cinco anos, que Robson deixou as chuteiras de lado e se dedicou às tácticas. Depois de, em 1981, ter vencido a extinta Taça UEFA com o Ipswich Town chegou, no ano seguinte, à selecção inglesa. De novo, desta vez como treinador. Foi aí que ganhou maior prestígio.

Comandou os destinos de Inglaterra durante oito anos, até 1990. Esteve no Mundial do México, em 1986, onde acabou eliminado pela Argentina de Maradona, naquele famoso jogo em que El Pibe marcou um golo com a mão, la mano de Diós. Ainda recentemente, numa entrevista ao Maisfutebol, Bobby Robson mostrou-se resignado: “Foi o lance mais bizarro a que assisti. Acho que toda a gente no estádio percebeu que tinha sido com a mão mas não há nada a fazer.” Foi batota, claro que sim, mas nem nestes momentos ele perdia o cavalheirismo. Por isso, é diferente.

Após o Mundial de Itália em 1990, o primeiro em que Inglaterra chegou às meias-finais depois da vitória em 66, Robson abandonou o cargo de seleccionador britânico. Rumou à Holanda, para se sagrar bicampeão no PSV Eindhoven. Depois, seria Portugal a estar no seu caminho. Deixou as tulipas e assinou contrato com o Sporting. Esteve dois anos no cargo até ser despedido, em Dezembro de 1994, por Sousa Cintra após falhar nas competições europeias. Foi um erro tremendo, viu-se depois: sem perder tempo, o treinador inglês rumou ao FC Porto onde se sagraria campeão nacional em duas épocas consecutivas.

Com o dever cumprido em Portugal, aceitou um desafio à sua medida: ser treinador do Barcelona, sucedendo a Johan Cruyff. Fez um forcing para levar Vítor Baía, o guarda-redes que o impressionara nas Antas. E também um tradutor que o acompanhava desde os tempos em que esteve no Sporting: José Mourinho, esse que se viria a tornar especial. No entanto, nem tudo correu bem nessa equipa que tinha em Ronaldo, o verdadeiro fenómeno, a estrela maior e contava com os portugueses Fernando Couto e Figo, para além de Baía. Mesmo vencendo a Taça das Taças, o Barça falhou o título espanhol por um ponto.

Sem mais espaço de manobra, Robson daria lugar a Van Gaal mas manteve-se ligado ao clube espanhol. Em 1998, voltou ao banco do PSV. Depois, o Newcastle na sua última aparição como treinador. Em 2004, bem mais fraco devido à doença, decidiu colocar um ponto final na sua carreira. Contudo, nunca cortou as raízes que o ligavam à bola e aceitou entrar para a estrutura da federação irlandesa. Sexta-feira, 31 de Julho de 2009, foi comunicado o seu falecimento. Setenta e seis anos depois de ter nascido. Um homem simpático, afável, bem-humorado que não será esquecido pelos amantes de futebol. Merece uma vénia.

Tour de France: Análise

O REI CANTADOR

Bem vistas as coisas, este Tour foi ferido de previsibilidade. Os Pirinéus transpunham-se demasiado cedo para serem influentes, o Tourmalet e o Aspin foram remetidos para o papel de meras passagens. O fim das bonificações em tempo matou a relevância competitiva das etapas de transição, o Mont Ventoux no penúltimo dia ameaçou o carisma dos Alpes e assim sucedeu. Alberto Contador anunciava-se como favorito e foi o justo vencedor. Então, o que conferiu afinal espectacularidade e interesse a esta edição da prova?

O regresso de Armstrong. Por alguma coisa o sal e a pimenta vão juntos à mesa. A variedade do condimento permite a um prato sensaborão ganhar versatilidade, personalidade a gosto de quem o consome. E, nestes dias do ciclismo in vitro, Armstrong deu ao Tour um paladar irrepetível. Na perspectiva de Contador, Armstrong foi sempre uma ameaça. Porque sem ele o Tour seriam favas contadas, com ele ia-se a hegemonia na equipa, nas atenções, no protagonismo mediático, na admiração dos fiéis seguidores da maior prova do mundo velocipédico.

Faça-se um exercício. Se Armstrong não tivesse regressado, Contador não seria para todos o mais-que-tudo da prova, o sucessor seguro do americano e de Indurain ao mesmo tempo? Reparem na forma única de pedalar do espanhol, quando explode, montanha acima. Não viram já aquela técnica em algum lado? Ironia das ironia. É a forma de pedalar, de se insinuar perante a maioria num exercício que ninguém mais alcança a prova provada da mentira de Contador. Ele admirou Armstrong, sim, ao ponto de o tentar repetir, igualar, imitar.

O que ele não perdoa ao americano é o facto de ter regressado neste Tour, dividindo com ele as primeiras e segundas páginas, os gregários e o amor do técnico e da equipa. Foi incapaz de descortinar que a colagem aos feitos de Lance lhe era possível neste Tour, mais que em qualquer outro. Mas este campeão tinha um plano feito há tanto tempo, tão pensado ao pormenor que já não havia espaço para um improviso.

No desenho feito por Contador, Armstrong foi a moldura que, irritante, resolveu entrar no quadro. Alberto é um corredor formidável, merece este e vai merecer os próximos triunfos. Faltam-lhe algumas peças do puzzle, é verdade. Nunca há-de entender que não se é gigante gritando a pequenez que vê nos outros. Alberto rasgou a tela e nem percebeu que, regressando, Armstrong lhe deu de mão beijada a oportunidade de uma vida: ser o seu sucessor e herdeiro na admiração de todos os que, no Mundo inteiro, amam o Tour. Em Pinto, no seu mundo pequenino, todos lhe deram razão e ele ficou satisfeito por já ser galo. Trocou o pódio por um poleiro.

JOÃO PEDRO MENDONÇA (Jornalista da RTP, narrador do Tour)

O mau arranque do Sporting frente ao Twente

Após o primeiro jogo oficial do Sporting, frente aos holandeses do Twente, ficou provada uma ideia da pré-época: o plantel é demasiado curto. É certo que não houve saídas importantes – apenas as dispensas: Ronny, Tiuí e Romagnoli – mas o mercado não trouxe grandes novidades pois apenas chegaram, até ao momento, Matías Fernandéz e Filipe Caicedo. Uma equipa que pretende chegar longe na Liga dos Campeões não pode jogar apenas com jovens vindos da formação, independentemente de toda a qualidade que tenham. Por alguma coisa lhe chamam liga milionária: nem todos lá conseguem estar, só os melhores se aguentam.

Uma das ideias defendidas por José Eduardo Bettencourt passava por dar continuidade a essa política de formar uma equipa jovem mas também contar com jogadores de algum nome no futebol internacional. Foram dados os exemplos de Schmeichel e André Cruz, jogadores que estiveram no último título nacional dos leões. Até agora, não foi assim. Reitero a ideia inicial: o plantel é curto. Não só para jogar além fronteiras mas até mesmo para consumo interno onde os rivais, FC Porto e Benfica, têm recebido bons reforços. Aliás, a pré-época e as movimentações do mercado passaram um pouco ao lado do Sporting. Assim pareceu, pelo menos.

O jogo do Sporting com o Twente, vice-campeão holandês logo atrás do Az Alkmaar, serviu para pôr a nu imensas fragilidades. A fase da época ainda é algo precoce, certo, mas repare-se que, dos onze titulares, apenas Matías Fernandéz não estava no plantel da temporada anterior. O treinador é o mesmo, o modelo também, a filosofia idem aspas. A partida terminou empatada a zero. O Sporting jogou, desde os vinte e cinco minutos da primeira parte (quando desperdiçou uma grande penalidade), com mais um jogador. A partir daí, assumiu o controlo do jogo e esteve sempre mais perto de ganhar. Mas não jogou bem. Demonstrou que não tem a frescura e o ritmo que lhe são necessários.

Uma nota final sobre Felix Brych, o árbitro do jogo. Fez uma arbitragem má, deixando um penalty por marcar para cada lado e teve mais um par de erros. Criticar tudo aquilo que se faz internamente e enaltecer o que vem de fora é uma forma de ser bem portuguesa. Ouve-se muitas vezes que nenhum dos árbitros portugueses tem categoria, até há quem peça que se importem alguns de outros países para resolver os problemas existentes. Mas todos eles erram. Uns mais e outros menos, é certo. Em qualquer país do planeta, há árbitros bons, outros maus e uns assim-assim.

Keirrison, o novo avançado do Benfica

Keirrison, avançado brasileiro de vinte anos, é o mais recente reforço do Benfica. O jovem jogador chega por empréstimo do Barcelona e torna-se no sexto (!) avançado do plantel de Jorge Jesus para a nova temporada – Saviola, Cardozo, Weldon, Nuno Gomes e Mantorras eram os residentes. Apesar de idade, Keirrison é visto como um jogador possuidor de uma enorme margem de progressão mas também já passou por momentos bem dolorosos, devido a uma lesão grave que o afectou no joelho. Após ter sido noticiado que o Barça o poderia incluir num negócio com o FC Porto, na tentativa de adquirir Bruno Alves, o médio brasileiro ruma à Luz.

Fique com os melhores momentos de Keirrison em vídeo:

O novo Benfica

O Benfica está diferente. Pode parecer algo cedo para fazer qualquer juízo sobre o real valor da equipa mas é apenas uma constatação do óbvio. Não se quer com isto dizer que é o principal candidato ao título pois isso apenas se verá durante a competição oficial mas fazer uma comparação com o passado recente. Repito, o Benfica está diferente. Para melhor. Ganhou alma, atitude e vontade de ganhar mas também o conhecimento profundo que Jorge Jesus possui do campeonato português. A equipa está melhor do que na temporada passada.

O maior defeito do Benfica de Quique Flores foi, talvez, a irregularidade exibicional. Um candidato ao título não pode ser assim porque tem a obrigação de ganhar sempre. Por paradoxal que possa parecer, na temporada anterior, os encarnados estiveram melhor nos jogos com maior exigência e falharam noutros onde ninguém o esperaria. A derrota na Trofa, frente ao último classificado, quando o Benfica era líder é um exemplo disso mesmo. Existe uma frase que alguns treinadores gostam de usar e que faz todo o sentido: os campeonatos não se ganham nos clássicos mas sim quando se defrontam os chamados pequenos.

Actualmente, a mais ou menos um mês do início da competição oficial, o Benfica já se encontra num bom patamar. Os jogadores mostram mais alegria, mais vontade. Outro defeito de Quique: não colocar os jogadores nas suas posições originais, onde são mais produtivos. Jorge Jesus tem-no feito. O caso mais flagrante é, muito provavelmente, o de Aimar que está muitíssimo melhor pois deixou de jogar como segundo ponta-de-lança e passou para terceiro, ou seja, no vértice ofensivo do losango. É aí que ele é melhor e entende-se na perfeição com a dupla de goleadores: Cardozo e Saviola. Jesus leva vantagem a Quique e a pré-época deixou esperança aos benfiquistas. Resta saber se assim será na competição a doer.

Tour de France: O rescaldo com a contagem de Alberto

Vinte e uma etapas cumpridas, milhares de quilómetros percorridos, imenso esforço e, por fim, glória. A nonagésima edição do Tour de France chegou ontem ao fim. Com uma notícia esperada: a vitória de Alberto Contador. O ciclista espanhol mostrou ser o mais forte não dando, sequer, espaço para serem levantadas dúvidas. Aliás, apenas Andy Schleck mostrou verdadeiramente ter capacidade para lhe fazer frente. E Lance Armstrong, claro, que apesar da sua veterania fez uma prova extraordinária. Porém, estavam na mesma equipa e apenas um deles poderia ganhar: seria o mais forte. Seria Contador, então.

O real Tour de France 2009, o espectáculo que todos querem ver, só começou com a chegada aos Alpes. Até aí houve expectativa a mais. O ciclismo é uma demonstração de força, por excelência. No entanto, nos dias que correm, já não existem aqueles ataques espectaculares que deixavam tudo para trás e davam um avanço abissal para os concorrentes. Agora existe táctica, estratégia, jogo de bastidores. Por isso mesmo, as comunicações entre ciclistas e director-desportivo são totalmente indispensáveis. Esse foi um tema que também deu pano para mangas e até originou uma etapa de protesto devido à proibição da utilização dessa ferramenta.

A camisola amarela apenas teve três donos que podem muito bem representar três fases da corrida: Fabian Cancellara foi o primeiro, logo após ter sido um autêntico rocketman no contra-relógio inicial; Rinaldo Nocentini alcançou a liderança, de forma surpreendente, nos Pirinéus após a primeira etapa de montanha; e, finalmente, Alberto Contador que chegou à camisola mais cobiçada por todos no último dia da segunda semana. Logo aí, nessa etapa que terminou no Verbier, ficou bem claro que, muito dificilmente, o ciclista espanhol deixaria fugir a vitória final no Tour’09. Aliás, ficou a sensação de que seria capaz de fazer ainda melhor porque estava forte, melhor do que todos os outros.

Além disso, é preciso reconhecer o trabalho desenvolvido pela sua equipa, a Astana, embora tenham existido diversos problemas internos. Com o regresso de Lance Armstrong – já falaremos dele -, o estatuto de Contador ficou algo fragilizado. Colocaram-se questões sobre quem seria o líder: se o norte-americano, heptavencedor do Tour mas com três anos de ausência, se o espanhol, reconhecido por unanimidade como o melhor ciclista mundial. Depois havia ainda Levi Leipheimer e Andreas Klöden, corredores de grande qualidade que liderariam, de caras, qualquer equipa do pelotão. Não eram líderes mas também não eram homens para fazer o trabalho duro. Outsiders.

Foi precisamente por essa razão, por falta de operários e excesso de líderes, que Sérgio Paulinho foi sujeito a um desgaste muito grande. Contudo, também ele provou ser um ciclista de qualidade mundial, servindo de autêntico escudeiro de Alberto Contador. Acabou no trigésimo quinto lugar mas isso é o menos importante pois cumpriu, e bem!, o seu trabalho. A Astana foi, desde o primeiro dia, quem impôs o ritmo e controlou o pelotão. Pode parecer algo estranho porque, nessa altura, a liderança não lhes pertencia mas foi o que realmente aconteceu. Falamos de portugueses e, para além de Sérgio Paulinho, também Rui Costa (Caisse d’Epargne) participou neste Tour. Fez a sua estreia não conseguindo, porém, chegar a Paris devido a uma queda que lhe cortou o sonho. Demasiadamente cedo.

Voltemos aos candidatos na luta pela camisola amarela. Ou melhor, aos teóricos candidatos porque somente os manos Schleck, Andy e Frank, colocaram Contador em sobressalto. Carlos Sastre, vencedor da competição no ano anterior, mostrou não estar nas mesmas condições que o levaram à glória e não possuir uma equipa suficientemente forte – Cervélo – para competir com a Astana. O mesmo se pode aplicar a Cadel Evans, australiano da Silence-Lotto, ciclista que tem somado segundos lugares mas habituado a estar desapoiado. Deles pouco se viu – Sastre tentou no Ventoux, tarde. Denis Menchov poderia ser incluído no grupo, mas mostrou-se demasiado fatigado pela vitória no Giro de Itália.

Alberto Contador, Franco Pellizotti, Thor Hushovd, Andy Schleck e Astana. Foram estes os vencedores do Tour de France’09: geral individual, montanha, pontos, juventude e equipas. Ora, a camisola verde (a amarela dos sprinters) foi uma das grandes atracções da prova. Mark Cavendish, o Expresso da Ilha de Man, dominou todas as chegadas em pelotão compacto conseguindo seis vitórias. Deixou bem claro que não tem, nesse tipo de decisão, qualquer paralelo. Apenas por uma vez saiu derrotado: por Thor Hushovd. Ora, Cavendish seria o mais lógico vencedor do prémio por que correm todos os sprinters. No entanto, a camisola foi ganha pelo tal Hushovd, norueguês da Cervélo, que se fez valer da sua melhor condição na montanha.

Lance Armstrong, para terminar. Mesmo com trinta e sete anos de idade e três de ausência, o heptavencedor do Tour deu um sentido perfeito à máxima de que quem sabe nunca esquece. Acabou no terceiro lugar da geral. Confirmou-o na subida ao Mont Ventoux onde sofreu ataques de Frank Schleck, o único que poderia ambicionar retirá-lo do pódio, com enorme classe. Chegou em sexto na etapa e até aumentou a vantagem para o luxemburguês. No próximo ano voltará a marcar presença em França. Estará na Team RadioShack, uma equipa construída à sua volta e talvez dirigida por Bruyneel, como candidato assumido. Terá trinta e oito anos mas tentará a oitava vitória na prova. Contador terá lá o maior perigo, o ex-colega.

O FUTEBOLÊS acompanhou os melhores momentos do Tour’09