A Astana como Real Madrid do ciclismo

É regra básica que as equipas desportivas queiram contar com os melhores. Em qualquer desporto, seja ele qual for. Há o caso do Real Madrid, no futebol. Desde que o excêntrico Florentino Pérez reassumiu a presidência dos madrilenos que o mercado está em polvorosa. As contratações sonantes que têm sido feitas, sobretudo de Cristiano Ronaldo e Kaká, realizam os sonhos dos adeptos mas colocam um problema: será que Manuel Pellegrini, o treinador, vai conseguir formar uma verdadeira equipa com tantas estrelas? Pois bem, será algo para decifrar ao longo da época. Se houver choque de personalidades, será complicado.

No ciclismo, neste Tour de France 2009, há um caso parecido: a Astana, ou seja, o Real Madrid das bicicletas. Para França, a equipa levou corredores como Lance Armstrong, Alberto Contador, Andreas Klöden e Levi Leipheimer. Em nove corredores, estes quatro são de top mundial. Os dois primeiros são crónicos candidatos à vitória final. Armstrong dispensa apresentações e está imortalizado como o homem que venceu o Tour por sete vezes consecutivas mas, neste momento, Contador é o líder da equipa e já subiu ao lugar mais alto do pódio em Paris. Klöden e Leipheimer são outros ciclistas de enorme categoria, não talhados para fazerem o trabalho mais duro.

O regresso de Lance Armstrong ao ciclismo veio baralhar tudo no seio da Astana. Johan Bruyneel, actual director-desportivo e também dos anos de ouro do norte-americano, garantiu que Alberto Contador era o principal favorito à vitória final e o seu estatuto em nada ficava beliscado. No entanto, todos sabemos que Armstrong não chegou ao Tour apenas para dizer presente. Ele, se o fisico assim permitir, quererá aumentar o seu historial de vitórias na maior prova de ciclismo mundial. Só o desenrolar da prova e a condição de ambos os corredores servirá para perceber qual a melhor táctica a usar pela Astana. Sem que haja divisões no grupo. Para já, após a primeira etapa, estão as quatro estrelas nos dez primeiros lugares. Sintomático, não?

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2 thoughts on “A Astana como Real Madrid do ciclismo

  1. é uma grande incógnita a prestação do armstrong. estou curioso para ver do que ele ainda é capaz, se bem que não estou com as expectativas em alta… parou há 4 ou 5 anos!mas que era giro ele ganhar, isso era 🙂

  2. afectado,Era bonito, sem dúvida, mas os franceses não devem alinhar na conversa. Acho que Contador e Sastre são os principais favoritos. No entanto, só ao longo dos dias podemos ver a real condição de Armstrong.

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