Pinho e Vilarinho

Há quem diga que os país está doido. Pois, se calhar até têm razão. A semana que passou trouxe duas pérolas que não serão esquecidas tão cedo. Dois Manuéis, um político e um dirigente desportivo: Pinho e Vilarinho. Ao estilo de cada um tomaram posições, tiveram gestos, disseram algo que não deviam. É óbvio que não perceberam bem onde estavam e qual a posição que tinham. Serviu para dois momentos cómicos para os portugueses que assistiram. Não foi a primeira vez que meteram os pés pelas mãos, contudo. Resultado: o primeiro foi obrigado a demitir-se, o segundo já tinha a mala feita quando proferiu as declarações.

As imagens do corninhos que Manuel Pinho fez no Parlamento, dirigindo-se a Bernardino Soares do PCP, abriu telejornais e tornou-se motivo incontornável de conversa. E de diversão. Pinho é claro que saiu do governo, do seu cargo de chefe da economia nacional. A imagem passou fronteiras, chegou a outros países e deu que falar. Porém, o ex-ministro já tinha estado no centro das atenções: ou com algumas gaffes conhecidas (por exemplo, quando afirmou que a crise estava perto do fim e nem tinha sequer começado) ou no momento em que foi controlado numa operação da brigada de trânsito. No Parlamento, quebrou as barreiras com tal gesto. E fez-nos sorrir.

Poucas horas depois foi a vez de Manuel Vilarinho. O presidente cessante da assembleia-geral do Benfica esteve na frente do furacão em que se transformaram as eleições do clube. Normalmente, pois cabia-lhe a ele decidir se as listas tinham ou não legitimidade para concorrer. Porém, quando esteve no programa Prolongamento da TVI 24, Vilarinho espalhou-se ao comprido: afirmou que o título de basquetebol, conquistado catorze anos depois, não lhe interessava e que verdadeiros benfiquistas só ele e “mais dez ou vinte”. Claro que os adeptos não gostaram. No entanto, no dia da consagração de Luís Filipe Vieira, Manuel Vilarinho foi o animador de serviço: cantou, puxou pelos adeptos, mostrou o seu enorme benfiquismo. Aí, questionado pela RTP sobre se estava preocupado com a possível impugnação do acto eleitoral, Vilarinho foi claro: “Eu se não estivesse a falar para a rádio dizia que ’tou-me cagando!”. De todo inesperado, voltou o sorriso.

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