Tour de France: Liderança (i)Nocentini

A sétima etapa do Tour de France trouxe a primeira prova de alta montanha, nos Pirinéus. Era, à partida, uma oportunidade para os candidatos à vitória geral se mostrarem e assumirem. No entanto, a chegada ao Mont Ventoux, na penúltima etapa, obriga a um certo calculismo. Aliás, isso foi bem visível. A tirada acabou em grande para a França, há vinte e cinco anos à procura de um homem para chegar à vitória final para suceder a Bernard Hinault: Brice Feillu, da Agritubel, venceu e a AG2R chegou à camisola amarela. Através de Rinaldo Nocentini, um italiano.

A corrida foi como num jogo de xadrez, cheia de calculismo e táctica. Inesperadamente, no meio de tantas estrelas, os vencedores saíram da fuga do dia, que chegou a ter quase doze minutos de vantagem para o pelotão: Feillu e Nocentini. Dois nomes quase desconhecidos. Porém, o interesse maior estava mais atrás. No pelotão onde a Astana foi controlando a etapa colocando o seu ritmo, tudo muito consentido por todos os outros. Houve até um momento em que os fugitivos pareciam condenados: quando o português Sérgio Paulinho aumentou a pedalada e funcionou como um verdadeiro reboque. Nada disso.

O pelotão fragmentou-se, os corredores foram perdendo o contacto aos poucos. Fabian Cancellara, até aí camisola amarela, aguentou como pôde: apenas quebrou a cerca de seis quilómetros do final. Depois, os candidatos mostraram-se, finalmente!, já dentro dos últimos dois quilómetros. Cadel Evans, segundo classificado do ano anterior, resolveu agitar o domínio da Astana e tentar recuperar tempo na geral. Não teve sucesso, contudo. Veio Contador, depois. Cerrou os dentes e saiu disparado em relação à meta. Ganhou tempo precioso e assumiu-se, de vez, como líder da equipa.

Lance Armstrong havia prometido que, caso avançasse o espanhol, ficaria com os rivais. Foi o que aconteceu e, acompanhado de Leipheimer, fez de polícia aos manos Schleck, Bradley Wiggins, Denis Menchov ou Carlos Sastre. O grupo compunha ainda Vande Velde ou Karpets mas esses não terão, em teoria, aspirações a vencer o Tour. Contas feitas, Rinaldo Nocentini assumiu a camisola amarela; Contador está a escassos seis segundos e Armstrong a oito. Agora, se verá quem tem realmente condições para chegar a Paris.

Acompanhamento dos melhores momentos do Tour’09

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