O mau arranque do Sporting frente ao Twente

Após o primeiro jogo oficial do Sporting, frente aos holandeses do Twente, ficou provada uma ideia da pré-época: o plantel é demasiado curto. É certo que não houve saídas importantes – apenas as dispensas: Ronny, Tiuí e Romagnoli – mas o mercado não trouxe grandes novidades pois apenas chegaram, até ao momento, Matías Fernandéz e Filipe Caicedo. Uma equipa que pretende chegar longe na Liga dos Campeões não pode jogar apenas com jovens vindos da formação, independentemente de toda a qualidade que tenham. Por alguma coisa lhe chamam liga milionária: nem todos lá conseguem estar, só os melhores se aguentam.

Uma das ideias defendidas por José Eduardo Bettencourt passava por dar continuidade a essa política de formar uma equipa jovem mas também contar com jogadores de algum nome no futebol internacional. Foram dados os exemplos de Schmeichel e André Cruz, jogadores que estiveram no último título nacional dos leões. Até agora, não foi assim. Reitero a ideia inicial: o plantel é curto. Não só para jogar além fronteiras mas até mesmo para consumo interno onde os rivais, FC Porto e Benfica, têm recebido bons reforços. Aliás, a pré-época e as movimentações do mercado passaram um pouco ao lado do Sporting. Assim pareceu, pelo menos.

O jogo do Sporting com o Twente, vice-campeão holandês logo atrás do Az Alkmaar, serviu para pôr a nu imensas fragilidades. A fase da época ainda é algo precoce, certo, mas repare-se que, dos onze titulares, apenas Matías Fernandéz não estava no plantel da temporada anterior. O treinador é o mesmo, o modelo também, a filosofia idem aspas. A partida terminou empatada a zero. O Sporting jogou, desde os vinte e cinco minutos da primeira parte (quando desperdiçou uma grande penalidade), com mais um jogador. A partir daí, assumiu o controlo do jogo e esteve sempre mais perto de ganhar. Mas não jogou bem. Demonstrou que não tem a frescura e o ritmo que lhe são necessários.

Uma nota final sobre Felix Brych, o árbitro do jogo. Fez uma arbitragem má, deixando um penalty por marcar para cada lado e teve mais um par de erros. Criticar tudo aquilo que se faz internamente e enaltecer o que vem de fora é uma forma de ser bem portuguesa. Ouve-se muitas vezes que nenhum dos árbitros portugueses tem categoria, até há quem peça que se importem alguns de outros países para resolver os problemas existentes. Mas todos eles erram. Uns mais e outros menos, é certo. Em qualquer país do planeta, há árbitros bons, outros maus e uns assim-assim.

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