Portugal com a calculadora na mão

É um mau prenúncio quando, no futebol, é preciso recorrer à matemática. Indica, desde logo, que é necessária uma conjugação de resultados para que seja atingida uma qualificação. Nós, portugueses, há já alguns anos que não estavámos habituados a fazê-lo. Pelo menos no que toca à Selecção nacional e às suas presenças nas grandes provas mundiais e europeias. No entanto e após o empate de ontem, as possibilidades de Portugal estar no Mundial 2010 são muito reduzidas. Neste momento, os olhares dos portugueses centram-se no segundo lugar do grupo que dará acesso a um playoff – apenas o primeiro lugar dá entrada directa e esse já está a sete pontos, quando há nove em jogo. É uma via alternativa para chegar a África do Sul.

Para alimentar a ténue esperança nacional, Portugal tem obrigatoriamente de vencer as suas três últimas partidas desta fase de qualificação. Primeiro, já na próxima quarta-feira, um jogo fulcral, em Budapeste, com uma Hungria que, longe de ser um papão, está actualmente na segunda posição do grupo – a 10 de Outubro, o duelo reeditar-se-á em solo português; e recebe, na derradeira partida, uma frágil Selecção de Malta que conta apenas com um ponto ns oito jogos disputados. Portugal tem possibilidades de vencer estes três encontros e chegar ao segundo lugar. Mesmo assim, ainda precisa de uma ajudinha…

Após a dramática vitória de ontem frente aos húngaros, a Suécia ultrapassou a equipa portuguesa e conta agora com dois pontos de vantagem. Desta forma, para que Portugal consiga chegar ao playoff, a Suécia terá de perder, pelo menos, um dos três jogos que tem pela frente. Dos adversários dos suecos (respectivamente: Malta, Dinamarca e Albânia), apenas os dinamarqueses, primeiros classificados do grupo, parecem capazes de parar a equipa de Lars Lagerback e Ibrahimovich. Os mesmos que ontem cederam um empate contra Portugal poderão ser preciosos nas contas do grupo.

Por aquilo que se tem visto nesta fase de qualificação, os portugueses têm legitimidade para pensar que a Dinamarca poderá vencer a Suécia. Contudo, de nada servirá se Portugal não cumprir o dever de ganhar as suas partidas. Serão verdadeiras finais onde, bem mais do que jogar bem e sufocar o adversário, importa conseguir os três pontos. Para tal, é imperativo calibrar a pontaria e concretizar as oportunidades tidas. E, também, contar com os deuses do futebol e sem ter maus juízos arbitrais. Tarefa íngreme, convenhamos, mas diz o ditado que a esperança é a última a morrer. Assim será.

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