Apuramento Mundial: Objectivo cumprido!

CRÓNICA

Em Budapeste, Portugal tinha obrigatoriamente de ganhar para continuar a alimentar a esperança de conseguir marcar presença no playoff de acesso ao Mundial da África do Sul. Não havia sequer meio-termo. Este jogo poderia ser o fim ou um recomeço. Sem jogar bem, a Selecção nacional conseguiu vencer. Agora, resta vencer os outros dois jogos e esperar que a Suécia, que hoje venceu na Albânia marcando nos últimos dez minutos, tropece. Impossível? Não, muito complicado.

Apenas uma alteração em relação à última partida: saltou Liedson para a equipa titular em troca com Simão Sabrosa. O maior pecado de Carlos Queiroz, na Dinamarca, terá sido dar apenas quarenta e cinco minutos para o Levezinho se mostrar. De resto, manteve-se um losango que deu boa conta de si, composto por Pepe, mais recuado, Tiago e Raul Meireles, como interiores, e Deco no apoio à nova dupla atacante. Pela frente, uma equipa húngara, segunda classificada do grupo com mais três pontos, mas longe de ser um papão e também com a qualificação para o Mundial em jogo. Queiroz classificou o jogo como impróprio para cardíacos. Emoção teve, de facto, futebol nem tanto.

A primeira real oportunidade surgiu aos nove minutos. Com ela veio o golo. Para Portugal. Marcado por Pepe, de cabeça, antecipando-se ao guarda-redes Gabor Babos e servindo-se de um cruzamento perfeito de Deco. Eficácia total, bem diferente daquilo que aconteceu em Copenhaga. Para uma equipa que precisa de vitórias como de ar para respirar, seria difícil pedir um melhor início. O golo foi também um chuto na pressão e na ansiedade a que os portugueses poderiam estar sujeitos. Reagiu, já depois de ultrapassada a primeira vintena de minutos, a Hungria com dois livres de Dzsudzak que passaram perto da baliza de Eduardo. Bolas paradas e contra-ataque. Era assim que a equipa de Erwin Koeman procurava criar perigo.

SOFRER ATÉ FINAL

Foi preciso esperar vinte minutos para Portugal voltar a rematar à baliza húngara – após o golo, não mais o havia feito. Cristiano Ronaldo apareceu em zona central mas, desta feita, Babos foi mais eficaz e impediu o aumento da vantagem portuguesa. Porém, o remate de Ronaldo serviu para colocar os magiares em sentido. Foi a pedra de toque para devolver o equilíbrio e, quase, esquecer as balizas. Não mais a Hungria criou perigo para a baliza de Eduardo e esse terá sido o principal objectivo dos jogadores portugueses. Chegou, assim, o intervalo com Portugal, sem jogar bem, em vantagem. O oposto do que aconteceu em Copenhaga. Futebol.

Para a segunda etapa, Carlos Queiroz voltou a alterar o esquema táctico para o 4x3x3. Uma explicação simples: Deco, apenas dois minutos depois do regresso dos balneários, lesionou-se e foi substituído por Simão. Em termos de futebol, porém, nada mudou. O jogo continuou fraco, muito dividido no meio, sem apoquentar nenhum dos dois guarda-redes. Seja como for, para um Portugal em vantagem, este tipo de futebol não era certamente a pior coisa que lhe poderia acontecer. Interessava, acima de tudo, manter o controlo do jogo e, assim, deixar a Hungria presa no seu último reduto. O resultado foi um jogo cinzento, sem velocidade e sem cometimentos.

Foi preciso esperar até ao último quarto de hora para haver perigo junto das balizas. Por duas vezes, os húngaros – em lances de bola parada, claro! – levaram dificuldades a Eduardo. Pelo meio, apareceu Ronaldo mas Babos voltou a ser melhor. Queiroz lançou Nani e, mais tarde, Rolando para garantir que a vantagem já não tinha por onde fugir. Portugal ganhou. Isso é, sem dúvida, o mais importante e a única coisa que interessava para esta partida. Olhando para trás, por mais estranho que possa parecer, o jogo acabou com o golo de Pepe. A exibição foi má, bem longe daquilo que foi conseguido em Copenhaga. Há uma diferença gigantesca: independentemente do modo de jogar, este resultado interessa e o outro não. Resta acreditar que não será demasiado tarde.

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