Três treinadores, três estilos

Grita, gesticula, salta, corre e volta a gritar. Jorge Jesus sempre foi assim. Mas agora que tem todas as câmaras e microfones apontados a si, é mais notório. Não que fosse um desconhecido, isso seria impossível porque já se assumira como um dos melhores a nível táctico (o mestre, dizem!), mas saltou para a ribalta. Cumpriu um sonho ao entrar no Benfica. Qualquer treinador português deseja, um dia, chegar ao comando de um dos grandes. Jesus conseguiu-o por mérito próprio, já com muitos anos de carreira, num momento em que os encarnados perceberam que precisam de alguém assim para voltar às vitórias. As indicações têm sido boas, os adeptos voltaram a sonhar que este será o ano do Benfica. Será mesmo?

Jesualdo Ferreira é bem diferente. Tipo sóbrio, pouco exuberante, sem muitos sorrisos. Subiu a pulso na carreira. Esteve pela primeira vez num grande, enquanto treinador principal, no ano de 2002. Foi no Benfica onde não teve grande sucesso, é bom dizê-lo. Voltou a encontrar o caminho certo em Braga: conseguiu transformar a equipa, intrometendo-se nos primeiros lugares. O seu trabalho foi notável e fez por merecer um desafio maior. Completaram-se já três anos que entrou para o FC Porto, depois de ter feito a pré-epoca no Boavista, sucedendo a Co Adriaanse acabadinho de bater com a porta durante o estágio. Foi campeão nessa época. E nas seguintes. A princípio não convenceu os adeptos, foi acusado de apenas pôr em prática as ideias do holandês. Porém, sobretudo em 2009, foram-lhe reconhecidos todos os méritos. No Dragão, ganhou nova vida, os primeiros títulos e um sorriso. Largo.

Depois, há Paulo Bento. E o seu inevitável risco ao meio, uma imagem de marca que todos lhe atribuem. Chegou ao comando técnico do Sporting de forma surpreendente, em 2005, num período conturbado logo após a demissões de José Peseiro e Dias da Cunha, treinador e presidente. Bento apenas havia terminado a sua carreira de jogador profissional há uma época mas tinha, como técnico, uma época nos juniores que culminou com o título nacional. Essa conquista no ano de estreia foi, por certo, um factor importante. Mostrou-se um homem de ideias fortes, longe de ser politicamente correcto, defendendo o clube com toda a força. De lá para cá, venceu duas Taças de Portugal e outras duas Supertaças. Falhou o título, sempre: há quatro anos que é segundo. Agora, Paulo Bento sabe que, mesmo tendo feito um bom trabalho, precisa de ser campeão.

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