Teimosia

Paulo Bento é, já se sabia, teimoso. Em termos técnicos e tácticos, claro: não se trata de um treinador facilmente flexível, insiste nas suas ideias até ao final e não troca a sua filosofia por nada. Não raras vezes ouvimos comentários críticos ao seu losango, o esquema preferido e habitual desde que assumiu o comando do Sporting, há quatro anos, acusado de estar demasiado gasto e rotinado. Outro exemplo dessa forma de ser, também totalmente frontal e sem rodeios, foi a aposta em Rui Patrício. Na altura, todos torceram o nariz à titularidade do jovem guarda-redes em detrimento de Stojkovic. Aos poucos, Bento foi ganhando a aposta. A exibição de Patrício, no Dragão, mostra bem a forma como o jogador cresceu.

Continuam a haver, porém, opções bem difíceis de entender. A titularidade de Polga é, porventura, a maior de todas elas. É certo que o central brasileiro foi um dos principais esteios da defensiva leonina e fulcral em muitas ocasiões mas também não é menos verdade que atravessa, desde meados da temporada transacta, uma fase negativa. Está diferente, não parece sequer o mesmo jogador que se assumia como um verdadeiro líder – esse, agora, é Daniel Carriço, outro jovem da formação que se transformou num senhor jogador. Não se entende a razão por que não tem Tonel uma oportunidade para mostrar o seu valor. Agora, com a ausência de Polga devido à expulsão no clássico, irá tê-la. Paulo Bento também.

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