Casos à parte

O jogo entre Leixões e União de Leiria, disputado ontem, foi um caso à parte no campeonato português. Não foi um daqueles quebra-cabeças tácticos, fechados, com duas equipas cheias de complexos e temendo cada passo em falso que lhes poderia custar caro. Os típicos jogos pachorrentos em que pouco ou nada há para apontar e que terminam, invariavelmente, sem golos. Pelo contrário: jogo vivo sempre com a vitória como objectivo prioritário, incerteza no resultado final e excelentes golos. Teve também um final condizente, carregado de emoção, ou não tivesse surgido o golo que deu a vitória aos leixonenses já depois do minuto noventa. Os espectadores, claro, saíram felizes da vida.

Jogos como este apenas poderão ser acontecer quando as equipas jogam abertas e chutam para canto o facilitismo que seria defender durante toda a partida. O Leixões e a União de Leiria são duas equipas que procuram a vitória e não se fecham em redor da sua área. No entanto, quando se defronta um grande que conta com outros recursos, nem sempre é a melhor alternativa. Há o exemplo concreto do Olhanense que mostra esse descaramento, passe a expressão, mesmo que ainda agora tenha chegado à liga principal e defronte uma equipa muitíssimo superior. Ontem, frente ao FC Porto, tal como havia feito em Alvalade – onde, aos vinte minutos, vencia por dois golos! – e na recepção ao Sp.Braga, nunca desistiu da vitória. Pagou caro por isso, é verdade, mas o futebol saiu a ganhar.

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