Taça de Portugal: Vitórias inesperadas

QUARTA ELIMINATÓRIA


O Benfica caiu. Na Luz, a sua fortaleza, frente ao Vitória de Guimarães. Uma espécie de repetição do que acontecera em 2005-06. Paulo Sérgio, treinador que na temporada anterior levou o Paços de Ferreira à final do Jamor, tinha dado o mote: não há nenhuma equipa invencível e, por isso, os vimaranenses podiam ser felizes. Para que a estratégia surtisse efeito perante este Benfica, seria necessária audácia, coragem e enorme concentração. O Vitória foi tudo isso. E eficaz, sobretudo: tanto a defender, com Nilson em destaque maior numa defesa muito consistente, quer no ataque, onde o golo de Gustavo Lazzaretti deu o acesso à fase seguinte da Taça de Portugal. O Benfica pressionou, Jorge Jesus lançou Weldon e Nuno Gomes, mas falhou no momento de finalizar – o ataque encarnado sente claramente a ausência de Cardozo.

Carlos Carvalhal estreou-se, à frente do comando do Sporting, com uma vitória. Contra o Pescadores da Costa da Caparica, equipa que lidera a série F da III Divisão. Resultado que era esperado, sim, mas a tarefa em nada foi facilitada. Bem pelo contrário, pois os Pescadores colocaram-se em vantagem através de um excelente golo de Tozé e chegaram ao intervalo a ganhar. Carvalhal apresentou, na equipa que iniciou o jogo, uma novidade em termos tácticos: deixou para trás o losango e optou por um 4x3x3. Porém, devido ao resultado adverso e à pouca consistência da equipa, remodelou a equipa no sistema preferido de Paulo Bento. Foi assim que, na segunda etapa, os leões conseguiram a reviravolta e partir para uma vitória folgada por 4-1. Os Pescadores conseguiram somente meia-surpresa.

Aliados de Lordelo, Freamunde e Beira-Mar são os tomba-gigantes desta eliminatória da Taça de Portugal. Recebem, justamente, esse estatuto porque eliminaram equipas primodivisionárias. Os primeiros deixaram o Leixões pelo caminho após uma vitória por 1-0 no tempo regulamentar, enquanto os outros sorriram após a marcação de grandes penalidades frente a União de Leiria e Académica, respectivamente. Em situação semelhante, no recurso às penalidades, estiveram Tirsense (ante o Paços de Ferreira) e Fátima (na Choupana, com o Nacional) mas aí levaram a melhor as equipas do principal campeonato português. O Gil Vicente morreu literalmente na praia: jogou na Figueira da Foz, aos noventa minutos tinha uma vantagem de dois golos, a Naval chegou ao empate e, após o prolongamento, deu a volta ao resultado. O Valenciano, que na eliminatória anterior havia eliminado o Olhanense, viu o sonho ser quebrado pelo Belenenses.

PS: Verdadeiramente bizarro o estado em que o Mafra jogou. Ou melhor: foi obrigado a jogar. Mesmo com jogadores de quarentena devido ao vírus da Gripe A, a equipa treinada por Filipe Moreira apresentou-se em campo, diante do União da Madeira, e venceu após o desempate por grandes penalidades. Grande mérito.

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