A decisão que não sai e um enorme ruído de fundo

Túneis, suspensões, atrasos nas decisões, escutas, apedrejamentos, parada e resposta sem fim. Em duas palavras: interminável polémica. Com efeito bola de neve, surgindo novas revelações a cada dia, mas no final tudo se mantém na mesma. E o futebol, leitor, onde está? Em segundo plano, apenas surgido depois de se debaterem todas as questões de bastidores, fora das quatro linhas, chegando até à esfera judicial. É assim desde o dia 20 de Dezembro de 2009, dia do clássico entre Benfica e FC Porto. No relvado, os encarnados ganharam bem. Ponto final. O assunto encerrou aí, com o apito final de Lucílio Baptista, certo? Pelo contrário: esse foi apenas o início de todo o clima de conflitualidade que se instalou a partir de então.

No meio de todas as questões que têm surgido, nada mais do que um novo capítulo na saga entre portistas e benfiquistas, arrufos conhecidos, inimigos para a vida, importa olhar ao que mais mossa tem feito. Hulk e Sapunaru, profissionais do FC Porto, estão suspensos preventivamente. Desde a data da partida, passaram-se sete jogos. A pena a ser aplicada tarda em ser conhecida, os jogadores continuam num impasse, sem saber se poderão ainda jogar nesta temporada ou qual o castigo a que estarão sujeitos. Neste tipo de situações, a decisão tem necessariamente de ser célere. Se existirem provas em como as agressões acontecerem, e após ser apurada a gravidade do acto, os protagonistas de ser castigados conforme a lei. Simples.

Sabe-se, agora, que as imagens captadas pelas câmaras de vigilância não poderão funcionar como meio para comprovar a existência de conflitos. Só em termos penais serão aplicadas, nunca com interferência na justiça desportiva. Assim, tudo aquilo que acontecer no túneis, não sendo presenciado por um elemento da equipa de arbitragem ou pelos delegados da Liga – o que aconteceu neste caso -, é absolutamente nulo nas questões desportivas. As imagens podem provar que existiram agressões, não têm utilidade. Não faz qualquer sentido que assim seja, obviamente. No entanto, esquecendo todo o burburinho criado, é importante que se faça uma reflexão. Para encontrar o rumo do futebol português, enquanto não é demasiado tarde.

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4 thoughts on “A decisão que não sai e um enorme ruído de fundo

  1. O Desporto em Portugal andará sempre nisto casos e mais casos susmaríssimos e mais sei lá o quê quando em Portugal se muda de dirigentes e se credibiliza aquilo que move milhões o Desporto?

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