Há mar e mar, há ir e… empatar

Ponto prévio: o FC Porto atrasou-se na luta pelo título. No Mar, os dragões patinaram frente a um Leixões, no pós-José Mota e na estreia de Fernando Castro Santos, mudado para bem melhor. Há, portanto, mérito do adversário na forma como iniciou o jogo, como foi prolongando o nulo e, após ter quebrado fisicamente, enervou os portistas e compôs a sua defesa. Não é bonito, é claro que não, nem muito menos é futebol, mas é a estratégia utilizada quando nenhuma outra resta. Aos leixonenses, a precisar de pontos para sair urgentemente dos últimos lugares, este empate sabe a vitória. Ante o campeão, um grande e um rival da cidade que se tem dado bem nestes confrontos. Aos portistas, são nove pontos que separam o Benfica, embora o líder tenha um jogo a mais. Ainda conseguirão escalar para o topo?

O empate do FC Porto ante o Leixões explica-se em vários factores. O primeiro deles é bem claro, prende-se com a acção da equipa azul que entrou mal no jogo, não conseguiu assumir a sua superioridade, voltou a viver velhos problemas na ligação para o ataque e faltou-lhe velocidade e imaginação para romper a defensiva leixonense. Por isso, foi dando espaço para que o Leixões procurasse a sua sorte. Jogo duro, sem espaço a brilhantismos, mais físico do que técnico e, acima de tudo, prático para chegar aos pontos: é esta a filosofia de Castro Santos, no regresso ao futebol português, para colocar os matosinhenses numa posição estável na tabela. O FC Porto, há que dizê-lo, nunca se soube adaptar às condições bélicas impostas. Houve, depois, outro problema nos dragões: a eficácia. Ou a falta dela.

O exemplo mais gritante da displicência que invadiu os portistas nesta visita a Matosinhos foi dado por Silvestre Varela. Ficou com a bola nos pés, isolado e com tudo para marcar, correu em direcção à baliza do Leixões. O extremo poderia ter rematado para a baliza, mas pretendeu contornar o guarda-redes e não teve sucesso. Há mérito na forma como Diego saiu rapidamente da baliza e reduziu o espaço, sem dúvida, mas Varela tinha tudo para fazer melhor. Antes disso, Belluschi acertara em cheio na trave. O FC Porto melhorara. Mas, lá está, faltou a eficácia. Os leixonenses fizeram do seu jogo uma batalha agressiva e disputada, os dragões não tiveram capacidade para derrotar a muralha. O último factor: uma grande penalidade que Bruno Paixão deixou passar em claro. Tudo junto dá um empate amargo.

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4 thoughts on “Há mar e mar, há ir e… empatar

  1. A forma como o Jesualdo falou no final do jogo na entrevista rapida é descessaria.Quase que chorava criticando o arbitro. Esquece-se de que foi beneficiado noutras ocasioes e que o anti-jogo do Leixões é proprio de equipas "pequenas". O proprio que o diga nos tempos do Braga.

  2. O FC Porto falhou muitos golos. Foi um pouco infeliz nesse aspecto. Não foi pelo árbitro que o FC Porto perdeu este jogohttp://www.outra–visao.blogspot.com

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