Liga Sagres: Os galões de estar no topo

ANÁLISE

Jornada de empatas, oportunidade agarrada pelos líderes para se destacarem da concorrência mais próxima: o Benfica mantém o primeiro lugar, um ponto e um jogo a mais, o Sp.Braga mantém o sonho do título intacto, continua a alimentá-lo de pontos, de vitórias e de solidez. A vigésima jornada, a próxima, será escaldante. O Benfica tem o seu jogo com o União de Leiria ganho, jogou-o antecipadamente. As atenções estarão, por isso, complementamente centradas no Dragão, num Sp.Braga e FC Porto de enorme importância. Os bracarenses podem ser líderes isolados, o campeão ficará demasiado longe do título. Ou, por outro lado, o FC Porto poderá recuperar… e deixar o Benfica no trono.

Sem ponta de deslumbramento, vivendo à sombra de um golo precoce à luz do dia, o Benfica venceu o Belenenses. Nem outra coisa seria de esperar, aliás, neste duelo, um derby, de extremos, entre primeiro e último classificados. O golo marcado por Óscar Cardozo, a papel químico do obtido frente ao União de Leiria, num cabeceamento fácil junto à baliza, jogando nas costas da defesa contrária, fez com que o Benfica arrumasse rapidamente a questão e se servisse da eficácia do paraguaio como uma almofada. Acomodou-se à vantagem. O Belenenses deu uma imagem bem positiva, deixou indicações para um futuro melhor, mostrou poder largar o último lugar. Se no futebol há vitórias morais, para a equipa de Toni, esta foi uma.

Portas abertas, enchente nas bancadas, confiança em alta para manter bem acesa a chama bracarense. Acossados pela vitória do Benfica, com um adversário complicado pela frente, o Marítimo, era necessário que os jogadores dessem uma resposta inequívoca. Têm valor, disso já ninguém duvida, mas no futebol é imperativo que a mente acompanhe tudo aquilo que o corpo quer fazer. Não basta dizer que é candidato, precisa de o mostrar no campo. É isso que o Sp.Braga faz. A exibição ante os maritimistas não foi um regalo para a vista, foi capaz para desatar dois nós: Meyong desbloqueou o nulo, um golaço de Djalma fez regressar tudo ao início, Luís Aguiar deu a vitória – num lance antecedido de irregularidade. De raiva.

A vitória, um único caminho para recuperar a rota do título, proibição de errar. Num derby antigo, na casa do Leixões, agora motivado pela chegada de Fernando Castro Santos, sabia-se que os dragões não teriam tarefa facilitada. Como se no relvado se apresentasse um aviso gigante: perigo de queda. Os leixonenses fizeram por se mostrar, não só ao campeão mas também ao novo treinador, aproveitaram uma entrada em falso do FC Porto. À medida que os portistas se tornaram mais incisivos, embora muito perdulários e nada eficientes na finalização, o Leixões endureceu o seu jogo. Conseguiu prolongar o nulo, teve mérito no demérito azul. Sobram, ainda, queixas de Bruno Paixão: não marcou uma grande penalidade sobre Rúben Micael.

Uma equipa grande em queda livre, um Sporting em recaída depois da retoma, de novo em graves problemas, na busca de quebrar um ciclo horrível de quatro derrotas. Uma deslocação tradicionalmente difícil a Paços de Ferreira, frente a uma equipa tranquila e moralizada. Como reagiriam os leões depois de terem deitado tudo a perder? Com uma exibição fraca, sem dinâmica, sem a velocidade que se impunha. O Paços de Ferreira apostou na solidez, pouco fez para chegar à baliza de Rui Patrício. O jogo foi demasiado mau. Teve emoção no final, quando Matías Fernández, por duas vezes, não conseguiu colocar a bola na baliza pacense. Foi tarde. O nulo fica-lhes bem, assenta na perfeição, perante tamanha falta de futebol bem jogado.

Pela segunda jornada consecutiva, o Sporting corria o risco de ser passado pela União de Leiria. Objectivo falhado. Das duas vezes, já que os leirienses empataram com o Vitória de Setúbal – sexto jogo seguido dos sadinos sem perder, quinto empate desde a vitória com o Marítimo. O Rio Ave poderia ter igualado os leões, mas também não o conseguiu – a um, na Madeira, ante o Nacional. Jornada de empates, vai mais um: em Coimbra, a um, entre Académica e Olhanense. E outro, no encerramento da jornada, para começar na Figueira da Foz como começara em Paços de Ferreira: sem golos. Entre Naval e Vitória de Guimarães. Distanciamento do Benfica e do Sp.Braga no topo, mais um ponto a separar o Belenenses da salvação.

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