Liga dos Campeões: A noite dos erros de Fabianski

COMENTÁRIO

Lukasz Fabianski seria, à partida, o suplente de Almunia. Em vésperas de jogar no Dragão, o guarrda-redes titular lesionou-se e o polaco saltou para ocupar a vaga. Não estaria à espera, contudo, de uma noite tão negra. Para além de não ter sido o escudo que a equipa precisava, apesar de ainda ter feito um par de boas defesas, falhou em dois momentos fundamentais. O FC Porto agradeceu as benesses, cumpriu a sua parte, festejou e ganhou. Depois de onze minutos intensos, ofensivos, com duas ameaças de Rúben Micael e Hulk, uma espécie de D. Sebastião do Porto, pelo meio, os portistas marcaram. Um golo fortuito, a primeira prenda de Fabianski para o Dragão: Varela cruzou largo, demasiado adiantado para os colegas, demasiado fácil para neutralizar e o o guarda-redes lançou-se à bola. Foi atabalhoado, deu golo.

Em desvantagem, mesmo com uma equipa retalhada, o Arsenal conseguiu circular a bola junto da área de Helton, criou oportunidades para um empate que o guarda-redes brasileiro negou, aproveitou um recuo portista. Oito minutos depois de marcar, foi a vez de o FC Porto agradecer o presente de Fabianski. A bola sobrevoou toda a área, ninguém a afastou, chegou a Sol Campbell: sozinho, sem que ninguém ousasse chegar-lhe perto, atirou para a baliza de Helton. Como foi possível deixar aquele gigante isolado a dois metros da linha de golo? O jogo estava equilibrado, o resultado certo, o apito de Martin Hansson foi quebrando o ritmo. O FC Porto concedeu demasiado espaço de acção ao Arsenal, viu os Helton travar um cabeceamento forte de Bendtner. Respondeu Rúben Micael, foi a oportunidade de redenção para Fabianski.

A defesa do guarda-redes do Arsenal, ainda antes do intervalo, serviu para atenuar um pouco a imagem dasastrada que ficara do primeiro golo. Porém, estava escrito que Fabianski haveria de ser o vilão. Cinquenta e um minutos: Falcao é lançado em profundidade, corre com o veterano Campbell, pouca frescura, obriga o central, entre múltiplas hesitações, a atrasar a bola para o seu guarda-redes. Lukasz Fabianski, ingénuo, segura a bola com as mãos. Livre para o FC Porto. Rúben Micael recebe a bola do guarda-redes adversário, coloca-a no chão, dá para Falcao fazer o segundo golo. Olhos postos em Martin Hansson, tudo legal, tudo certo, vantagem azul, ataque de nervos de Arsène Wenger. Daí até final, excepção feita ao último esforço dos gunners, o FC Porto controlou a partida, foi firme e consistente na forma como geriu a partida.

Apesar disso, o resultado não é totalmente satisfatório. Ganhou, é certo, mas sofreu golos. Na Liga dos Campeões, onde as contas finais dependem imenso dos resultados alcançados fora de casa, poderá ser um factor importante. Seja como for, o FC Porto mostrou que tem condições para estar presente nos quartos-de-final da competição. Tudo se decidirá, a 9 de Março, no Emirates Stadium. Aí, por certo, o Arsenal já contará com jogadores importantes como Almunia, Gallas, Arshavin ou Eduardo que, por lesão, falharam a partida no Porto. Para os dragões é imperativo que não concedam tanto espaço ao Arsenal. Está, portanto, tudo em aberto. A primeira batalha ante os gunners foi vencida. Com um contributo de Fabianski.

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