O que une Rentería, Ernesto Farías e Xavi Hernández?

Em Braga ninguém pensa guardar o segundo lugar. O objectivo é atacar o primeiro. Nem poderia ser de outra forma: esta é a melhor época de sempre dos bracarenses, nada o apagará, mas a coroação somente poderá chegar com a conquista do título. É a oportunidade de uma vida. Não há, por isso, forma de a descartar. É difícil, claro que sim, mas mantém-se possível. A ambição do Sp.Braga passa por vencer os seus jogos. Ora, se o fizer, para além de manter a perseguição ao Benfica, segura o segundo lugar. Não há risco de ser traído pela gula, uma coisa leva à outra. Wason Rentería chegou ao Sp.Braga, cedido pelo FC Porto, na reabertura do mercado. Nos últimos dois jogos, ante Vitória de Guimarães e União de Leiria, foi decisivo. Com os vimaranenses, ganhou duas grandes penalidades; com os leirienses, marcou o segundo golo, o da vitória, concluindo a reviravolta minhota. E, assim, os portistas continuam atrás. É irónico.

O FC Porto fez um jogo fraco em Vila do Conde. Não teve dinâmica, perdeu capacidade de imprimir velocidade, nunca conseguiu assumir-se superior e fazer tremer a defesa contrária. Sentiu imensas dificuldades para não se deixar manientar pelo Rio Ave, escaldado pelas últimas duas goleadas. Duas derrotas por cinco golos, com Olhanense e Sporting, afectam e Carlos Brito sentiu necessidade de tomar cautelas. Montou uma teia. E, com isso, o jogo enrolado, pouco claro e excessivamente trapalhão prolongou-se. Jesualdo Ferreira chamou Ernesto Farías. Desde 16 de Janeiro, quando defrontou o Paços de Ferreira, o argentino não era utilizado. Pelo meio esteve quase no Cruzeiro, num negócio abortado que traria Kléber para Portugal, mais tarde quase rumou ao Palmeiras. Faltou o quase. Ficou no Porto. Ante o Rio Ave, El Tecla decidiu. Poucos minutos em campo, um golo de cabeça. E alimentou a esperança azul nos milhões.

Um país parado em frente à televisão, estádio cheio como um ovo, duelo de titãs na luta pelo título. Real Madrid e Barcelona, o jogo do campeonato espanhol. Duelo entre Messi e Ronaldo, também. Seria quase obrigatório assim o considerar: são os dois melhores do mundo, movem multidões, encantam quem os vê jogar. O argentino lidera um carrossel mágico e vencedor, o português é a estrela mais brilhante da constelação madrilista. O Barcelona ganhou, foi superior em toda a linha, mostrou a sua força. Messi e Pedro Rodríguez cravaram a vantagem. La Pulga ganhou a Ronaldo, portanto. Mas foi Xavi quem maior influência teve. O espanhol vive na sombra, é um operário de tremenda classe, tem uma importância brutal. O Barcelona teve quatro oportunidades de golo feito. Duas entraram, outras duas foram paradas por Casillas. Xavi fez os passes. Letais, sublimes, categóricos. Sabe o que une os três jogadores, leitor? A ironia.

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