Um dragão no reino do super-Barça

O topo do mundo futebolístico tem um nome: Barcelona. Tudo o resto, seja por que razão for, está num patamar inferior. Uns perdem pela qualidade individual, outros perdem por não ter um colectivo com tamanha força e ainda aqueles que, tendo potencial e jogando bem, não conseguem aliar a arte aos resultados. O Barcelona é tudo isso: portentos, carrossel, dinâmica, intensidade, magia e uma eficácia impressionante. Um futebol de requinte.

Quem começar um jogo com o Barcelona, sabe, à partida, que será subjugado na posse de bola, andará largos períodos a seguir a bola com o olhar e terá de conseguir nervos de aço para não se irritar com aquele futebol envolvente. Passa, repassa, um toque, uma habilidade, mais uma vez, processo no início, tempo a passar, músculos a pedir descanso, mente a ficar saturada. Ao jogar com o Barcelona, é preciso saber lidar com tudo isso. Não é uma equipa imbatível, tem jogos pouco inspirados e também perde. Só que acontece poucas vezes. E, mesmo nessas, há que contar com o tal tiki-taka.

O FC Porto enche o peito, puxa pelos galões de vencedor da Liga dos Campeões e vai à luta. É uma boa equipa, mesmo depois de ter perdido o goleador, está orfã de Radamel Falcao, mas tem os seus argumentos, possui boas armas e pode, pelo menos, ousar ser feliz. Alguém há-de acreditar, há-de ter esperança. Pensamento derrotista é que não. O Barcelona é de outro mundo, tem uma galáxia à parte, trucida colossos como Real Madrid ou Arsenal e consegue dominar os ímpetos do Manchester United. Mas, lá está, não é imbatível. E é precisamente a isso que o dragão se agarra.

Pep Guardiola não terá a dupla de centrais, nem Puyol nem Piqué, para o jogo de hoje. Isso pode ser um bom indício? Bem… Realistas? Não. É verdade que a defesa com Mascherano e com Abidal no centro não é a mesma coisa, mas mesmo assim a qualidade mantém-se e a dinâmica colectiva nunca se altera. O FC Porto tem, antes de mais, de saber estar. Entrar em campo, fazer o seu jogo, desfrutar de uma oportunidade única de defrontar uma equipa sem paralelo na actualidade e procurar a sua sorte. Porque, se quiser não o conseguir, ninguém lhe apontará o dedo, afinal já outros, com muito mais responsabilidades, tombaram perante o Barça.O pior será não tentar fazê-lo.

O FC Porto tem Hulk, tem Kléber, tem Varela, tem Moutinho e tem Guarín. E é com esses que tem de querer sonhar.

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